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Sou humano

Umas das coisas que venho tentando deixar mais claro pra mim é a de que não sou uma super heroína, que meu coração não é de pedra e que demonstrar meus sentimentos não é sinal de fraqueza. Durante muito tempo e depois de algumas decepções e frustrações que a “vida” me trouxe, acabei me fechando em um “casulo de aço”, onde ninguém entra e eu não saio.

Porém, ao longo do tempo, percebi que isso é extremamente tóxico, sufocar-me com meu próprios sentimentos e situações mal resolvidas. Então, percebi que era hora de sair desse casulo e encontrar minha identidade que durante tanto tempo ficou perdida.

Confesso que é um processo bem dolorido, pois botar pra fora coisas que sufocamos nos lugares mais obscuros da nossa alma, não é nada fácil, mas é necessário. A ferida tem que ser aberta e limpa para que possa se curar. Vejo até um “Q” poético dizer e pensar isso. Mas e o processo? Só posso dizer que dói.

Em todo esse processo, há dias que fico muito feliz, me sinto forte, capaz e tenho certeza de que tudo dará certo. No  entanto, há dias em que sinto-me um fracasso ambulante e que a qualquer momento tudo vai por água abaixo.  Sei que tudo isso são reflexo da ansiedade (já falei sobre isso aqui).

O apoio das pessoas que amamos é fundamental, mas sempre me pergunto: até quando suportarão? Será que o amor é suficiente para isso? O desgaste que isso causa nos relacionamentos , não só amorosos, é grande.

 

 

 

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Sobre as pessoas que você ama não se importarem com os seus sonhos

Quando resolvemos sonhar,  tudo o que mais queremos é que as pessoas que amamos sonhe junto com a gente; ainda mais quando esse alguém faz parte do sonho (hahaha! ). 

Porém, as pessoas são diferentes e por isso, nem sempre as coisas saem da forma como queremos ou imaginamos. Pois,  essas pessoas também tem seus próprios sonhos,  e dificilmente é o mesmo que o da gente,  né? 

No entanto,  acredito que a pior das situações é quando te ajudam a construir o castelinho,  e depois o destroem sem o mínimo de consideração. Ei,  isso dói, sabia? 

E o tempo passa e continuamos a ter a dolorosa e tortuosa esperança de que isso mude e que pelo menos uma vez e de verdade sejamos prioridade. Pois,  já nem nos lembramos quantas vezes abrimos mão de nós mesmos por outros. 

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Sobre ansiedade, medo e fé 

Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade,porque ele tem cuidado de vocês. 1 Pedro 5:7

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Falar da minha fé tem sido algo que tem me ajudado a ser mais sincera ultimamente.  Sou seguidora de Cristo e tenho total certeza de que ele se fez homem e esteve entre nós,  morreu por mim e hoje está no céu ao lado do Pai cuidando dos seus filhos. Tendo deixado claro a minha posição,  sinto a necessidade de falar sobre esse assunto que tem ocupado boa parte da minha vida e que tem me ajudado a vencer as barreiras.  Não,  esse não é um devocional,  muito menos a imposição de uma religião,  mas sim o compartilhamento de algo que tem me auxiliado.

Porém, antes é importante que eu explique o que tenho vivido. Convivo com a  ansiedade, mas não aquela ansiedade que nos traz expectativas e nos faz correr atrás ou nos impulsiona a seguir e buscar aquilo que esperamos, mas sim uma ansiedade que traz medo e barreiras que se quer existem. Um medo aterrador causado por traumas, más experiências e fracassos do passado. Mas como isso é possível? Isso existe? É frescura?! Mas, só quem sente e convive com isso pode entender como funciona. Há momentos em que temos crises muito fortes e é quando milhares de pensamentos inimagináveis começam a bombardear a nossa mente, em uma tentativa alucinada de nos “preparar para o pior”, pois se um dia aconteceu, poderá acontecer novamente, seja lá o que for que tenha acontecido. No meu caso, as crises mais intensas resultam até em sintomas físicos, como aceleramento dos batimentos cardíacos, falta de ar, transpiração excessiva, um bloqueio instantâneo, vontade de corar e etc.

Sei que para muitos que me conhecem deve soar um pouco estranho saber disso, pois sou uma pessoa extremamente calma, mas só Deus sabe a luta que travo em meu subconsciente, um misto de sentimentos, pensamentos e emoções que parecem uma bomba-relógio pronta à explodir. Tenho buscado aprender mecanismos que tendem a travar esse momentos mais intensos de crises, confesso que apesar de ser difícil, tenho melhorado meu desempenho e isso tem me feito muito bem. A ideia principal é desviar o foco, bloquear esse pensamentos (como já disse são catastróficos e geralmente são coisas que não aconteceram e nem irão acontecer) e afirmar e reafirmar e principalmente reconhecer que é um momento de crise e que não posso me deixar levar por ela, assim também como o viver o agora, pois a ansiedade é um “sofrimento” com o que ainda acontecerá, ou seja, com o futuro.

Deus tem sido meu porto seguro nesses momentos, busco a palavra, as orações e sinto meu coração ser confortado, tenho encontrado na fé em Deus a paz que excede o entendimento. Mas falo na fé racional, digo, não em devaneios, mas sim na palavra viva e no consolo do Espirito Santo de Deus que é nosso Consolador!

Como explicar isso? Sinceramente não encontro palavras que possam expressar essa Paz, só posso dizer que ela vem de Deus, e que nada (para mim) consegue superar o sentir a presença do Pai e saber que Ele está falando comigo através da sua palavra viva que é Bíblia.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:7

Como disse, isso é algo muito particular e tudo que aqui foi escrito nada mais é do que sinto em relação a ansiedade, são apenas experiências vividas por mim e uma das válvulas de escape que encontrei e gostaria de compartilhar, pois pode ser que alguém venha a se identificar.

 

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Sou obrigada?

obrigadaCuidado com os julgamentos!

Aos 27 anos eu tenho tentando encontrar equilíbrio em minha vida, e por ser uma pessoa extremamente exigente, sinto que esse equilíbrio está cada vez mais longe de ser alcançado, pois vivo com a sensação de que sempre faço algo errado e de que nada está bom o suficiente e de que poderia ser melhor, eu sei, sou exigente de mais!

No entanto, o que tem me feito refletir ultimamente (santa terapia!) é a pergunta: ” será que sou obrigada?”, mas obrigada a que? Pensemos um pouco… Todos os dias estamos rodeados por pessoas de todos os tipo, colegas de trabalho, de faculdade, familiares e pessoas que amamos (e muitas nem tanto assim, né?), e muitas se acham no direito de nos cobrarem simplesmente pelo fato de serem próximas. Mas será que somos obrigados a dar satisfações de nossas vidas a outras pessoas? o que faz delas sentirem-se no direito de nos cobrarem?

Veja bem, não estou falando de dar satisfação a um chefe sobre um projeto não realizado, ou a um professor sobre um trabalho não feito, ou a seus pais sobre a demora pra chegar em casa, ou ao seu marido ou esposa sobre um atraso. Estou falando sobre as cobranças na vida pessoal. Quando somos jovens, somos cobrados sobre o que seremos no futuro? que faculdade faremos? Quando vamos emagrecer? Se estamos solteiros, quando vamos começar um relacionamento? Quando vamos casar? E um filho? E o segundo filho?…Meu Deus! Porém, é interessante refletirmos se também não estamos fazendo o mesmo papel e assim dando brechas para que outros sintam-se a vontade para fazer o mesmo conosco.

Temos que compreender que dificilmente entenderemos uma pessoas 100%, afinal somos diferentes, vidas diferentes, personalidades diferentes, rotinas diferentes. O que pode ser simples e fácil pra você, pode ser muito difícil para o outro e vice e versa. Respeitemos as diferenças, fraquezas e dificuldades dos outros.

Mais amor e menos julgamento!

Abraço.

 

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Para onde foi aquela coragem?

Sobre quando éramos crianças sonhadoras e corajosas

blog sonhos

Quando somos jovens, temos muitos sonhos e uma grande expectativa para que tudo aconteça o mais rápido possível, mas conforme o tempo vai passando e a vida vai tomando rumos diferentes que não foram os planejados por nós, nos vemos muitas das vezes perdido e nos perguntando “o que foi que eu fiz com a minha vida?”. Se você não é essa pessoa, parabéns! Sou sua fã! O que acontece é que o tempo passa e rápido de mais e quando nos damos contas estamos no meio do olho do furacão que é a vida adulta!

O que quero dizer é que quando somos jovens, o mundo parece tão menor e as expectativas tão maiores; os planos mirabolantes para um futuro incerto, muitas ideias e poucas certezas, e era aí que morava a coragem, a vontade e o desejo desvendar uma vida pela frente. No entanto, somos engolidos pela vida e ela nos devora e consome nosso tempo, nossos sonhos, planos e nos vemos presos em uma rotina, onde não há espaço para muitas expectativas. É claro que continuamos batalhando pelos nossos sonhos, porém já são outros: uma vida melhor, mais confortável e estável. E toda aquela coragem e garra já não se existe mais, ela se transforma em horários, notas, boletos, etc… (algo que vem acoplado à vida adulta)

Uma outra coisa que vem por tabela, são as pancadas da vida que começamos a receber, umas mais leves aqui, outras mais pesadas ali, como: decepções (perdoar já não é tão fácil como antes), relacionamentos que se vão, más decisões, muitos “nãos” (mas muitos mesmos), as amizades que juramos serem eternas acabam, ou apenas continuam ligadas por redes sociais, nem sempre teremos nossos pais para no consolar, enfim… e vamos enterrando, desanimando, desencorajando e desistindo.

O intuito desse texto não é ser negativo, mórbido e muito menos desencorajador, mas sim nos fazer valorizar mais aquela criança sonhadora que fôramos um dia, como resgatá-la em meios ao caos da vida adulta e acelerada que vivemos nos dias de hoje, e acima de tudo ter coragem e a força dela para nos levantarmos após uma queda, com os joelhos ralados, um braço quebrado, porém com a ousadia de voltarmos e subirmos naquela bicicleta ou naquela árvore ou em um muro e tentarmos novamente porque somos corajosos.

Que toda experiência seja para amadurecimento, porém sem perder a coragem de uma criança que não tem medo de sonhar.

Vida

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

                                                                                 Gilberto Gil

Quilombo Praia do Caçandoca, Ubatuba-SP
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escadas
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