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Conto – Uma sociedade – Parte II (Final)

 

Virginia Woolf

Veja a primeira parte aqui

não viam o casamento como algo tão necessário à suas vidas, tamanha era a decepção para com os homens. No entanto, Castália, quebra o pacto e engravida. Uma grande discussão se abre, pois era uma mulher solteira.

E um grande questionamento se levanta a respeito de castidade.  Teria ela quebrado o pacto de não se entregar aos homens e a vida de submissão de mães e esposas? Deveria ser expulsa da sociedade? Poll, que já avia adquirido muito conhecimento por meio da leitura expressa de forma bem sincera a sua opinião em relação ao acontecido:

Em minha opinião, disse Poll, que estava se tornando irritável de tanto ler na Biblioteca de Londres, “a castidade não é nada a não ser ignorância – um estado de espírito dos mais lamentáveis […]” […] “É tão injusto marcar uma mulher por castidade”.

A mulher é dona de si e de seu corpo, e cabe a ela decidir o que fazer com ele. Virginia clamava pela liberdade das mulheres e a sua forma de lutar por isso era através da sua escrita. Muitos questionamentos em relação ao papel da mulher e seu comportamento na sociedade são trazidos à tona, pela escritora, a fim de criticar e questionar o porquê dessas mulheres terem que ser castas como se isso lhes fosse marca de caráter.

O motivo inicial de toda essa união era o de descobrir se o objetivo de vida delas de formar boas pessoas e produzir bons livros estava sendo válido, porém, o foco foi se perdendo em meio a tantas descobertas.

“Tudo era, a nosso ver, muito inconclusivo”.

Antes que eles pudessem chegar às conclusões concretas gritos vindos da rua avisam o início da I Guerra Mundial. E elas não chegam a um acordo.

Após anos, a guerra já havia acabado, Cassandra e Castália voltam a ser encontrar no mesmo lugar de outrora, onde se encontravam para discutir o verdadeiro objetivo de vida de uma mulher. Elas já não eram mais as mesmas e se consideravam ingênuas por tudo o que pensavam e como enxergavam a vida.

[…] “‘Oh, querida’ exclamou Castália, afastando o livro de si, ‘como éramos tolas’! […] ‘Se não tivéssemos aprendido a ler’ disse ela amargamente,            ‘ ainda poderíamos estar tendo filhos na ignorância, afinal essa seria, creio eu, a mais feliz das vidas’”. […]

Castália tinha tirado as suas conclusões e ao descobrir a “verdade” sobre os homens, mas, ela preferia ter ficado na ignorância a ter que conviver com essa realidade e acusava o pai de Poll, pois se não fosse por ele todas estariam ainda na ignorância. Os homens faziam guerras e as mulheres criavam seus filhos e depois os perdiam, mas elas não deviam reclamar, pois sempre fora assim, com suas mães, avós e bisavós e elas não reclamavam.

No entanto Castália não pode evitar isso dentro de sua própria casa, ela tivera uma menina, Ann, e ela fazia de tudo para que sua filha não aprendesse a ler, porém seus esforços eram inúteis, pois a filha vivia com o jornal nas mãos, fazendo indagações a ela. Ela não sabia o que responder a filha, temia em contar-lhe a verdade, porém não podia conviver com a mentira.

Cassandra a orienta a ensinar sua filha segundo as crenças “antigas” que elas tinham, ou seja, deixa-la na ignorância, mas Castália não suportava essa ideia.

“‘Oh, Cassandra, por que você me atormenta? Você não sabe que nossa crença no intelecto do homem é a maior falácia de todas?’” […]

Castália não sabia mais no eu acreditar e nem como ensinar sua filha.

“‘Não adianta – não adianta nada’, disse eu [Cassandra]. ‘ Depois que ela aprender a ler, somente numa coisa você poderá ensiná-la a acreditar – nela mesma’”.

Cassandra tenta confortar e orientar Castália, que está totalmente sem crenças.

“‘ Bem já seria uma mudança’ disse Castália”

Assim, elas decidem reunir todos os papéis da sociedade e presenteiam Ann. Ela ainda é uma criança entre quatro e cinco anos, e dizem que ela havia sido escolhida como a “Presidente da sociedade do futuro”, Ann, cai no choro.

Pois agora caberia a ela dar continuidade na busca do sentido da vida de uma mulher.

 

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Conto – Uma sociedade – Parte I


Virginia Woolf

Esta é uma pequena parte do meu trabalho de conclusão de curso, onde faço uma análise deste conto. Adaptei para o post, por isso não está tão formal e com todas as normas.
Este é um conto onde a autora critíca de uma forma bem ácida o comportamento da mulher na sociedade. A ideia da mulher progenitora e responsável por criar os homens para que eles façam o mundo se desenvolver é muito clara. A história acontece no início do Século XX, exatamente cinco anos antes da I Guerra Mundial (1914 – 1918).
O conto se inicia com uma reunião de cinco ou seis mulheres, solteiras, que se juntam para tomar o típico chá da tarde, costume forte na Inglaterra, e depois para falar do quanto admiravam aos homens e sonhavam em se casar com um deles.

“[…] tão fortes, tão nobres, tão brilhantes, tão corajosos, tão belos – como invejávamos as que por bem ou por mal [casamentos forçado pela família ou por conveniência] deram jeito de se ligar para sempre a um deles.”

Era essa a visão que as mulheres tinham dos homens da sociedade, como se eles fossem seres elevados e de maior capacidade intelectual dos quais elas dependiam.
Os papéis de homens e mulheres na sociedade e no desenvolvimento do mundo são marcados por traços de obrigações e preconceitos. Às mulheres cabia a responsabilidade de procriação, se assim podemos dizer.

“[…] Eu, quanto a mim, sempre achei que o dever de uma mulher era passar sua juventude tendo filhos. Eu venerava minha mãe, que teve dez; minha própria ambição, confesso, era ter vinte”.

E aos homens o papel de serem os responsáveis pelo desenvolvimento, a modernização a evolução tecnológica.

“[…] Passamos por todas essas épocas supondo que os homens fossem igualmente industriosos e que suas obras eram de igual mérito. Enquanto criávamos os filhos, eles, supúnhamos, criavam livros e quadros. Povoamos o mundo e eles o civilizaram”

As personagens criadas por Virginia representam as mulheres da época, com os pensamentos machistas arraigados em seu interior, elas acreditam que não precisam estudar e sequer aprender a ler, pois seu papel trata-se de procriar e criar os homens aos quais elas tanto idolatram. Elas concordam que valia a pena sacrificarem suas vidas cuidando de muitos filhos, pois era esse o seu papel na sociedade.
Porém, uma dessas personagens passa a conhecer a realidade e comprovar que essas mulheres estavam erradas. Para que Poll pudesse receber a herança deixada por seu pai e para que assim pudesse se casar, teria que cumprir uma missão um tanto quanto peculiar, ela deveria ler todos os livros da Biblioteca de Londres. E após algum tempo de leitura começa a perceber que os homens e suas criações não eram o que elas pensavam, e ao ouvir tantos elogios aos homens, vindo de suas amigas explode em lágrimas, pois, após tanta leitura ela descobre que essas mulheres estão enganadas. Os livros escritos por eles não eram bons.

[…] Mas a meio caminho, ou talvez apenas a um quarto, aconteceu uma coisa horrível. Ela não conseguia mais ler. Os livros não eram o que nós pensávamos. ‘Os livros’, gritou ela, pulando em pé e falando com uma intensidade de desolação que nunca hei de esquecer, ‘são em sua maior parte indescritivelmente ruins’.

As mulheres recusam-se a acreditar, todas sabiam ler, porém não se interessavam, conheciam apenas os autores de maior nome, como Shakespeare, Milton e Shelley. Porém, a Biblioteca de Londres não era composta apenas por essas obras, existiam muitas outras que elas não conheciam. Poll, então mostra vários livros as suas amigas e elas fazem as leituras e não acreditam no que estão lendo. Há um pensamento machista arraigado nessas mulheres, pois ao lerem uma poesia elas criticam-na desmerecendo as próprias mulheres:

“Poesia! Poesia”, gritávamos impacientemente. ‘Leia poesia!’ Não consigo descrever a desolação que se abateu sobre nós quando ela abriu um volumezinho recitou a baboseira sentimental e verbosa que nele estava contida. ‘Deve ter sido escrita por mulher’, alegou uma de nós. Mas não. Ela nos disse que o autor era um jovem, um dos poetas mais famosos do momento. […]

Elas se assustam ao perceber que a “baboseira sentimental” havia sido escrita por um homem, e ficam chocadas, porém se tivesse sido escrito por uma mulher não teria causado tanta frustração.
E é por intermédio de Poll e suas leituras obrigatórias que todas têm acesso ao que os homens estavam escrevendo, elas veem a imagem que elas tinham dos homens ir por água abaixo, pois não eram nada do que elas imaginavam e se decepcionam ao descobrirem o tipo de homens que elas estavam criando.
Assim, fazem um pacto, de que nenhuma delas se casaria ou teriam filhos até descobrirem o que os homens andavam fazendo e se realmente o sacrifício delas e de suas ancestrais estava sendo válido. Forma-se, pois, uma sociedade de mulheres, onde elas se infiltram em diversos lugares e meios, alguns permitidos apenas para homens, para investigar o que os homens andavam fazendo.

[…] concordamos que o objetivo de vida era formar boas pessoas e produzir bons livros. Nossas perguntas seriam direcionadas para saber até que ponto esse objetivo era atualmente alcançados pelos homens. Prometemo-nos solenemente que nenhuma de nós teria um filho antes de nos darmos, todas, por satisfeitas.

Durante cinco anos essas mulheres investigam os mais diversos ambientes “masculinos”, e vão chegando a conclusões.

 

CONTINUA…

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As Crônicas de Nárnia I – O sobrinho do Mago

O sobrinho do mago

E essa é mais uma das surpresas que a vida me reserva, nunca pensei que me renderia aos encantos de uma série de livros os quais eu considerava infantis (santa ignorância e “pré-conceito”)como As Crônicas de Nárnia!
Acontece que ganhei um Lev (um ótimo leitor de PDF) e descobri por acaso em um pendrive os quatro primeiros livros das Crônicas.Comecei a ler o primeiro sem nenhuma pretensão de terminar, porém me vi presa e devorando-o em apenas dois dias. Então venho humildemente reconhecer que fui pega de jeito!

Há toda uma história por trás da criação dessa série, porém o que vale ressaltar é que os livros não foram escritos em ordem cronológica, pois o autor C. S. Lewis (Clive Staples Lewis) não tinha a intenção de escrever uma série com 7 livros, porém o retorno do primeiro livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa foi tão grande que decidiu criar mais livros contando as aventuras vividas em Nárnia de  1949 a 1954.

Eu optei por fazer a leitura em ordem cronológica, pois assim fica mais fácil para entender a estória.

O primeiro livro nos apresenta a criação de Nárnia e sua descoberta por Digory (o sobrinho), Polly e tio Andre (o “mago”). A mãe de Digory está muito doente, assim eles vão passar algum tempo em Londres na casa de tios (um irmão e uma irmão de sua mãe). O tio é considerado um tanto quanto excêntrico, vive trancado em seu porão. E é assim que Digory conhece Polly que é vizinha de seus tios. Então surge uma grande amizade entre os dois e eles passam a se aventurar por túneis que ligavam as casas. Em um dia de aventura eles acabam indo parar no porão do tio André e são pegos por ele. E aí toda aventura começa, pois tio André, que se diz afilhado de uma fada, cria anéis com um pó herdado por ele dessa tal fada madrinha ( na verdade era pra ele ter se livrado da caixinha que continha o pó, sua madrinha o fez prometer em seu leito de morte que ele se livraria disso, porém ele não cumpriu com a promessa). Polly não resiste a beleza do anel e acaba colocando um e desaparece instantaneamente. Há dois tipos de anéis, um para ir e outro para voltar, Polly desapareceu apenas com um anel, então cabe a Digory salvá-la.

E é nesse momento que conhecemos a Feiticeira Branca que é acordada por Digory em uma outra terra chamada Charn, mas que foi destruída pela feiticeira. Por uma série de descuidos ela é trazida para Londres por eles. Ela causa grandes estragos na cidade e deixa tio Andre de cabelos em pé. Em uma tentativa de levá-la de volta para Charn, eles acabam indo parar em Nárnia (que ainda não era Nárnia), levando consigo tio Andre, um cocheiro e seu cavalo.

Não havia nada no lugar a não ser uma música muito bela e foi aí que Aslan apareceu, um leão, e Nárnia começou a se formar bem ali na frente deles. Desde os animais até as árvores tudo ia surgindo ao som daquela maravilhosa música. A feiticeira foge após atacar Aslan e nada acontecer. E Aslan dá uma missão a Digory, pois foi ele quem libertou a Feiticeira, mas eu paro por aqui, pois vale a apena ler.

Pra finalizar, percebe-se uma mensagem do cristianismo nas entrelinhas da história, como a criação do mundo, a tentação, o bem e o mal, etc… E isso deixa a narrativa muito mais bela.

Destaque para o final do livro, que é lindo e extremamente sensível e já dá a deixa para o próximo. Sim estou in love por ele.

Espero que gostem!

Livros

Fim

Fernanda Torres

Fim

O primeiro romance da atriz (não só atriz!) Fernanda Torres, que consegue falar com muita leveza de um assunto tão triste que é a MORTE. Porém, o livro não fala apenas da morte mas também da VIDA, daquela vida comum,  rotineira, daqueles problemas cotidianos enfadonhos e os desafios encontrados em cada fase da vida.

O livro traz  a história de cinco homens que se conheceram na juventude na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Embora com personalidades diferentes, partilham de uma grande amizade. Juntos eles passam por grandes momentos da história do país e pelas fases comuns da vida: juventude, paixões, casamentos, filhos, separações/divórcios. Até que vários acontecimentos fazem com que eles se distanciem. Eles passam a se reencontrarem apenas nos velórios.

A narrativa é bem construída, com destaque para o tempo, pois a autora usa de um artifício muito interessante para o desenvolvimento da trama. Foi separado um capítulo para cada personagem, sendo este um narrador-personagem. Sua história e o que foi vivido com seus amigos são contadas a partir da  perspectiva dele, ou seja,  da personagem principal daquele capítulo. ( parece confuso, mas não é!). Neste capítulo a história de vida da personagem é contada até o momento de sua morte, o interessante é a forma como cada um narra a sua própria morte! ( não! isso não é spoiler! eu juro, pois basta observar o nome do livro e o início de cada capítulo que traz a data de nascimento e morte de cada um). As histórias são contadas em ordem decrescente, se assim podemos dizer, a primeira morte do livro é a do último a morrer, sendo assim a última morte que é relatada é a do que morreu primeiro. Apesar de cada capítulo focar em uma personagem, a todo momento as histórias se cruzam, e uma das coisas mais interessantes é a  de que vários acontecimentos são contados mais de uma vez, porém com perspectivas diferentes, o que nos faz mudar de opinião algumas vezes.

É claro que conhecemos outras personagens, que apesar de secundárias, exercem papeis importantes na trama: esposas, filhos, genros, enfermeiras e um padre hilário!

Leve, intrigante, melancólico, sarcástico são alguns adjetivos que consigo encontrar para descrever só um pouquinho desse romance.

Título: Fim

Páginas: 208

Edição: 1ª

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2013

BIografia · Direitos · Escritor · mulher · Vida · Virginia Woolf

Virginia Woolf

Virginia Woolf
Uma das mulheres mais marcantes do século XX. Com um pensamento revolucionário e à frente do seu tempo Virginia Woolf defendeu os direitos das mulheres, e tornou-se uma grande referência quando o assunto é a liberdade feminina.

As mulheres serviram todos estes séculos como espelhos possuindo o poder de refletir a figura do homem duas vezes maior que seu tamanho natural.

BIografia · Escritor · Vida · Virginia Woolf

Parabéns, Virginia Woolf!

Gente, hoje seria aniversário da minha amada Virginia Woolf, quem me conhece sabe o quanto ela é importante na minha vida, é claro que eu não poderia deixar esse momento passar em branco.

A coisa nenhuma deveria ser dado um nome, pois há perigo de que esse nome a transforme.
Em 25 de janeiro de 1882, nascia na Inglaterra uma das mulheres mais marcantes do século XX. Com um pensamento revolucionário e à frente do seu tempo Virginia Woolf defendeu os direitos das mulheres, e tornou-se uma grande referência quando o assunto é a liberdade feminina.
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Virginia Adeline Stephen Woolf  pertencia a uma família da alta sociedade inglesa e recebera desde cedo uma ótima educação; seu pai, um intelectual, sempre a incentivou a estudar, o que não era comum na época. Ela nunca frequentou a escola, porém, era uma devoradora de conhecimentos e tentava compensar o fato de nunca ter frequentado a escola ou a faculdade estudando por conta própria.
Durante toda a sua vida, sofreu diversos traumas: foi abusada sexualmente por um meio-irmão, perdeu sua mãe na adolescência, logo depois seu pai, e um irmão em uma viagem. Todos esses acontecimentos corroboraram para que a saúde mental de Virginia sofresse grandes colapsos, que a faziam ter devaneios, levando todos acreditarem que ela era louca. Ela também tentou o suicídio por mais de uma vez.
No entanto, Virginia encontrou seu lugar na escrita, escreveu romances, contos, fez crítica literária e deixou uma obra fantástica como herança para a humanidade. A sensibilidade em descrever os sentimentos e os pensamentos das personagens faz de sua escrita algo singular e único. Fez diversas criticas à sociedade e ao papel imposto as mulheres da época, retratava em sua escrita a vida dessas mulheres muitas das vezes frustradas.Virginia defendia a liberdade das escolhas das mulheres em qualquer área de suas vidas, desde a decisão do casamento a escolha de se ter uma profissão.
v2
Uma figura muito importante na vida de nossa escritora é Leonard Woolf, seu marido. Um homem também à frente de seu tempo e capaz de compreender e apoiar a sua esposa em todos os momentos. Virginia gostava de mulheres, teve um caso com uma durante seu casamento. Dizem que seu mais conhecido romance “Orlando” é fruto deste caso, Leonard foi o primeiro a ler e incentivar sua publicação.
Em meio a Segunda Guerra Mundial, Virginia sentia que estava a enlouquecer novamente, temia por si e por seu marido, que era judeu e socialista. No dia 28 de Março de 1941, ela resolve por fim a todo o seu sofrimento,  encheu seus bolsos de pedras e se atirou no Rio Ouse.
Carta que deixou para Leonard:

Querido,
Tenho certeza de que estou enlouquecendo de novo. Sinto que não podemos passar por outra daquelas terríveis fases. E desta vez não ficarei curada. Começo a ouvir vozes, e não posso me concentrar. Assim, estou fazendo o que me parece melhor. Você me deu a maior felicidade possível. Não creio que duas pessoas pudessem ser mais felizes até chegar esta doença terrível. Não consigo mais lutar. Sei que estou estragando a sua vida e que sem mim você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Está vendo, nem consigo mais escrever adequadamente.
Não consigo ler. O que quero dizer é que devo a você toda a felicidade da minha vida. Você foi absolutamente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer isso — e todo mundo sabe. Se alguém pudesse me salvar, teria sido você. Perdi tudo, menos a certeza da sua bondade. Não posso mais continuar estragando sua vida.
Não creio que duas pessoas tenham sido mais felizes do que nós fomos.

v3

É impossível não se apaixonar e não se encantar pela escrita dessa mulher, foi o que aconteceu comigo e espero que aconteça com você.

Sua obra é composta por:

A Viagem (1915)

Noite e dia (1919)

O quarto de Jacob (1922)

Mrs. Dalloway (1925)

Rumo ao Farol (1927)

Orlando (1928)

Um teto todo seu (1929)

As ondas (1931)

Entre os Atos (1941)

Contos Completos (em várias edições)

O leitor comum (1925 e 1932).

Entres outros

Confira esse links:

http://livroecafe.com Amo esse blog, tem um espaço especial reservado para Virginia.

http://acervo.revistabula.com/posts/ensaios/virginia-woolf-tentou-curar-sua-loucura-pelo-suicidio

http://brasil.indymedia.org/media/2007/11/402799.pdf